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Deputado estadual preso nomeou amante para cargo comissionado, diz MPF

Foto divulgação/deputado Marcos Abrahão (Avante)


A investigação da Operação Furna da

Onça, que prendeu dez deputados estaduais acusados de integrar um esquema de compra de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na última quinta-feira, aponta que o deputado estadual reeleito Marcos Abrahão (Avante) nomeou sua amante para um cargo de comissão na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), vinculada à Secretaria estadual de Ciência e Tecnologia do Rio. O nome da amante não foi divulgado na petição do Ministério Público Federal (MPF).
“Quanto ao deputado estadual Marcos Abrahão, observa-se, pelos diálogos travados em setembro do ano corrente entre os integrantes de seu núcleo financeiro-operacional, que o referido parlamentar tem rotineiramente se valido do mandato para receber propina de outros agentes públicos, como de Stella Romanos, atual presidente da Emater. Descobriu-se, ainda, a partir da interceptação telefônica, que Marcos Abrahão nomeou sua amante para exercer cargo em comissão na Faetec, como cordenadora de unidade”, diz a petição.
O parlamentar e outros nove deputados foram presos por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual.

Casa das primas
Em uma das escutas autorizadas pela Justiça na Operação Furna da Onça, da Polícia Federal, que prendeu dez deputados estaduais acusados de integrar um esquema de compra de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), uma pessoa, que seria a mulher do deputado Marcos Abrahão (Avante), refere-se a um encontro na "casa das primas" — uma gíria para prostíbulo, bordel. De acordo com a petição do Ministério Público Federal, o apelido seria uma referência à própria Alerj.
A conversa, interceptada na tarde de 11 de setembro deste ano, menos de um mês antes das eleições, é entre duas pessoas, identificadas como Eucimar e Dadá. Eucimar seria a mulher de Abrahão, Eucimar Mendonça Valente Abrahão. Dadá não teve a identificação divulgada na petição do MPF. Eucimar pergunta se dois homens ligados à campanha de Abrahão já saíram. Dadá responde que sim, e Eucimar pergunta: “Então eles foram onde tinhanm que ir, né?”. Dadá novamente diz que sim, e a mulher do deputado emenda: “Na casa das primas”. Dadá ri e confirma: “Isso aí. Lá no Rio”.
Cinco reeleitos
Dos parlamentares presos na oeração, sete disputaram a reeleição no último pleito. Ficaram de fora da das eleições Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, que estão presos desde o ano passado. Cinco foram reeleitos, e dois ficaram como suplentes. Outro alvo da operação foi Vinícius Farah, vice-presidente do Detran e ex-prefeito de Três Rios, recém-eleito deputado federal pelo MDB.
Os parlamentares são acusados de fazerem parte de um esquema comandado por Sergio Cabral para compra de apoio político. Outro fato comum entre eles é que todos votaram pela soltura de Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo em polêmica sessão na Alerj, no ano passado. A decisão foi posteriormente anulada pela justiça, e hoje Picciani cumpre prisão domiciliar. Os demais estão presos.iar. Os demais estão presos.

Fonte: Jornal Extra

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